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Gafanha da Nazaré

A região das Gafanhas começou a ser habitada no século XVII e em 1758 era já uma povoação com “14 vizinhos ou fogos e 140 pessoas de sacramento”.
No século XIX incrementou-se o povoamento, graças a gentes vindas principalmente dos concelhos de Vagos e de Mira, tão necessitados se encontravam de terra para cultivar. E é curioso verificar como o povo de Ílhavo e de Aveiro nunca se interessou pelo aproveitamento destes areais esbranquiçados e estéreis.
Em épocas diversas esta região foi ocupada e reocupada por gentes de usos e costumes variados que se entrosaram nos usos e costumes dos caseiros que por aqui se haviam estabelecido com a ânsia primeira de dominarem dunas teimosas e estéreis, à força de braços habituados a trabalhos duros e de vontades de “antes quebrar que torcer”.
Depois foram os trabalhos nas obras do porto e construção do farol, nos estaleiros e nas secas do bacalhau, nas salinas e na plantação da mata da Gafanha que atraíram esses povos, vindos também do Minho e das Beiras.
Pertencendo desde a primeira hora à freguesia e paróquia de Vagos, em 21 de Março de 1835 passa a depender religiosamente de Ílhavo e em 31 de Dezembro de 1853 foi desanexada civilmente de Vagos e passou a integrar a freguesia de que dependia já.
Não obstante assim estar determinado, a verdade é que a ligação a Vagos perdurou e só um Decreto de 24 de Outubro de 1855 veio definir as fronteiras de Vagos e de Ílhavo. Em 19 de Setembro de 1856 o movimento paroquial de Ílhavo mostrava a Gafanha como terra em franco desenvolvimento, quer sob o ponto de vista demográfico, quer agrícola.

Fonte: Wikipédia

Saúde nas Gafanhas


Primeiros médicos e primeira farmácia
O ano de 1940 foi marcante, a nível de saúde, para a Gafanha da Nazaré, com os primeiros médicos a fixarem-se entre nós e com a primeira farmácia. Segundo a "Monografia da Gafanha", do Padre João Vieira Rezende, em 1940 estabeleceu consultório médico com residência na Gafanha da Nazaré o Dr. Joaquim António Vilão, natural de Mata-dos-Lobos, concelho de Figueira-de-Castelo-Rodrigo. Também nesse ano e na mesma Gafanha, de onde era natural, o Dr. Maximiano Ribau, felizmente ainda vivo, montou o seu consultório. No mesmo ano, abriu a primeira farmácia – Farmácia Morais – a Dra. Maria Ester Ramos da Silva Morais, também com saúde e como sempre na direcção da mesma farmácia, natural do Porto. Presumo que a Farmácia Morais é o mais antigo estabelecimento comercial das Gafanhas.
Fonte: Galafanha em 15/10/2008

A Joana Maluca

Grupo Etnografico da Gafanha da nazaré, numa Desmantadela.

Hoje iremos transcrever o que o Padre João Vieira Rezense nos diz sobre a Joana Maluca, na Monografia da Gafanha. Joana Maluca uma figura ímpar na colonização dos areais das Gafanhas.
Chegou finalmente a ocasião de falarmos sobre a Joana Maluca, também conhecida por Joana Gramata, que se diz ser a progenitora destes povos, e que eu disse ser essa opinião um erro tradicional. Esta afirmativa baseio-a em que tendo ela nascido em 1788, é muito provável que realizasse o seu casamento cerca de 1808 e que, portanto, quando ela estava habilitada a ser a progenitora da sua alias numerosa prole já a Gafanha estava bem representada na sua população.
Não contestamos de forma alguma o enorme contingente com que ela contribuiu para o povoamento da Gafanha, mas não se lhe pode atribuir o papel de progenitora e fundadora daquele povo. De resto, ela criou nome, era muito considerada por pessoas categorizadas, como foi José Estêvão Coelho de Magalhães e outros. Fizeram-lhe elogiosas e justas referências que merecidamente a tornaram celebre e falada. Por isso bosquejemos aqui alguns traços da sua vida. (...)
Continua
Fonte: GEGN

Abertura da Barra de Aveiro

Em 1800, a Gafanha era já bastante povoada, na sua maioria por foreiros, e em 1808, a 3 de Abril, Luís Gomes de Carvalho abre então a Barra, no local estrategicamente definido por estudos exaustivos levados a cabo por si próprio, na sequência de outros iniciados pelo Engenheiro Oudinot, de nacionalidade francesa, entretanto destacado para a Madeira, onde o esperavam outras tarefas urgentes.

O Comandante Rocha e Cunha descreve o feito com alguma poesia de permeio, que bem simboliza a fama deste acontecimento vital para estas terras e suas gentes:

«Em 3 de Abril, domingo, verificou que o desnível era de dois metros do interior para o exterior. Às 7 horas da tarde, em segredo, acompanhado por Verney3, pelo marítimo Cláudio e poucas pessoas mais, arrancam a pequena barragem de estacas e fachina que defendia o resto da duna na cabeça do molhe, cortam a areia com pás e enxadas, e Luís Gomes de Carvalho, abrindo um pequeno sulco com o bico da bota no frágil obstáculo que separava a ria do mar, dá passagem à onda avassaladora da vasante para a conquista da libertação económica de Aveiro depois de uma opressão que durara sessenta anos.»
Fonte: Galafanha

Gafanha da Nazaré – Um pouco da sua história

Vamos hoje transcrever um trabalho elaborado, a partir de algumas fontes, por Maria Noémia Ribau, aquando da frequência do 12º ano, em 1989, na disciplina de História. Sabemos que, com este trabalho, não vamos acrescentar nada ao que já se conhece, mas contudo fica este apontamento.
Importa referir a bibliografia a que se recorreu para a elaboração do trabalho, a saber:
- Arquivos do museu de Ílhavo, Gafanha da Nazaré, A mulher na Gafanha
- Boletim Cultural n.º 1 - 1985, Gafanha da Nazaré
- Boletim Cultural n.º 2 - 1986, Gafanha da Nazaré
- Etnografia Portuguesa Vol. III - 1980, Dr. J. Leite de Vasconcelos
- Gafanha da N.ª S.ª da Nazaré - 1986, Manuel Olívio da Rocha e Manuel Fernando R. Martins
- Monografia da Gafanha da Nazaré 2ª Edição, Padre João Vieira Rezende

Pretende-se com este trabalho, dar uma visão geral sobre a vida de um Gafanhão, no princípio do séc. XX.
Nele serão focados aspectos, factos e superstições desde o seu nascimento até à morte. Para melhor compreensão, será feito um pequeno historial, sobre o aparecimento e desenvolvimento da Gafanha da Nazaré.
A região das Gafanhas começou a ser habitada no séc. XVII e em 1758 era já uma povoação com “ 14 vizinhos ou fogos e 40 pessoas de sacramento”. Era gente humilde que se entregava, com sacrifício à transformação das dunas improdutivas em terra fértil, que hoje mostra bem a tenacidade dos primeiros Gafanhões.
Quem conheceu, mesmo que superficialmente a história desta região, não pode deixar de admirar quantos aqui se estabeleceram, tão radical foi a transformação que operaram neste recanto beijado pelo mar e pela ria. E se, por um pequeno esforço de memória, pudermos imaginar os modestos meios de que dispunham, então terá de crescer essa admiração e o gosto que sentimos de aos mais novos transmitirmos, vestígios de um passado a todos os títulos glorioso.
No século passado incrementou-se o povoamento, graças a gentes vindas principalmente dos concelhos de Vagos e Mira, tão necessitados se encontravam de terra para cultivar. E é curioso verificar como o povo de Ílhavo e de Aveiro nunca se interessou pelo aproveitamento destes areais esbranquiçados e estéreis, passando por eles, sobretudo a caminho do mar.
Terra beijada pelas águas calmas da formosa Ria de Aveiro, a Gafanha nasceu e criou-se, também à sombra do mar e de tudo o que lhe está ligado, ou não fosse ele e os seus portos razão de ser de grandes povoações.
Em épocas diversas esta região foi ocupada e reocupada por gentes de usos e costumes variados, que se introduziram nos usos e costumes dos caseiros que por aqui se haviam estabelecido, com a ânsia primeira de dominarem dunas teimosas e estéreis, à força de braços habituados a trabalhos duros.
Depois foram os trabalhos nas obras do porto e construção do farol, nos estaleiros e nas secas do bacalhau, nas salinas e na plantação da mata da Gafanha que atraíram esses povos, vindos do Minho até às Beiras, sobretudo onde escasseava o ganha-pão.
(continua)Boas leituras
Rubem da Rocha
Fonte: GEGN

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