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Gafanha da Nazaré – Um pouco da sua história

Vamos hoje transcrever um trabalho elaborado, a partir de algumas fontes, por Maria Noémia Ribau, aquando da frequência do 12º ano, em 1989, na disciplina de História. Sabemos que, com este trabalho, não vamos acrescentar nada ao que já se conhece, mas contudo fica este apontamento.
Importa referir a bibliografia a que se recorreu para a elaboração do trabalho, a saber:
- Arquivos do museu de Ílhavo, Gafanha da Nazaré, A mulher na Gafanha
- Boletim Cultural n.º 1 - 1985, Gafanha da Nazaré
- Boletim Cultural n.º 2 - 1986, Gafanha da Nazaré
- Etnografia Portuguesa Vol. III - 1980, Dr. J. Leite de Vasconcelos
- Gafanha da N.ª S.ª da Nazaré - 1986, Manuel Olívio da Rocha e Manuel Fernando R. Martins
- Monografia da Gafanha da Nazaré 2ª Edição, Padre João Vieira Rezende

Pretende-se com este trabalho, dar uma visão geral sobre a vida de um Gafanhão, no princípio do séc. XX.
Nele serão focados aspectos, factos e superstições desde o seu nascimento até à morte. Para melhor compreensão, será feito um pequeno historial, sobre o aparecimento e desenvolvimento da Gafanha da Nazaré.
A região das Gafanhas começou a ser habitada no séc. XVII e em 1758 era já uma povoação com “ 14 vizinhos ou fogos e 40 pessoas de sacramento”. Era gente humilde que se entregava, com sacrifício à transformação das dunas improdutivas em terra fértil, que hoje mostra bem a tenacidade dos primeiros Gafanhões.
Quem conheceu, mesmo que superficialmente a história desta região, não pode deixar de admirar quantos aqui se estabeleceram, tão radical foi a transformação que operaram neste recanto beijado pelo mar e pela ria. E se, por um pequeno esforço de memória, pudermos imaginar os modestos meios de que dispunham, então terá de crescer essa admiração e o gosto que sentimos de aos mais novos transmitirmos, vestígios de um passado a todos os títulos glorioso.
No século passado incrementou-se o povoamento, graças a gentes vindas principalmente dos concelhos de Vagos e Mira, tão necessitados se encontravam de terra para cultivar. E é curioso verificar como o povo de Ílhavo e de Aveiro nunca se interessou pelo aproveitamento destes areais esbranquiçados e estéreis, passando por eles, sobretudo a caminho do mar.
Terra beijada pelas águas calmas da formosa Ria de Aveiro, a Gafanha nasceu e criou-se, também à sombra do mar e de tudo o que lhe está ligado, ou não fosse ele e os seus portos razão de ser de grandes povoações.
Em épocas diversas esta região foi ocupada e reocupada por gentes de usos e costumes variados, que se introduziram nos usos e costumes dos caseiros que por aqui se haviam estabelecido, com a ânsia primeira de dominarem dunas teimosas e estéreis, à força de braços habituados a trabalhos duros.
Depois foram os trabalhos nas obras do porto e construção do farol, nos estaleiros e nas secas do bacalhau, nas salinas e na plantação da mata da Gafanha que atraíram esses povos, vindos do Minho até às Beiras, sobretudo onde escasseava o ganha-pão.
(continua)Boas leituras
Rubem da Rocha
Fonte: GEGN

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