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Joana Maluca 3

Depois deste grande interregno nas publicações sobre a Joana Maluca, aqui estamos de volta com a história desta grande mulher. para recordar as publicações anteriores, pode consultar aqui, aqui e aqui.
Os anos corriam. A sua casa progride, faz-se, e chega a ser a mais abastada do lugar. Os respeitos multiplicam-se, crescem sempre na constância dos dois matrimonios, na viuvez, sempre, até à morte. Mas no curso da vida há sempre um parêntese que corta o seu deslizar majestoso e suave. A Parca terrível visita a sua morada, e num safanão cruel, ceifa-lhe o marido. Cercada de numerosa prole, devia ser duro o golpe que acabava de sofrer. Parece, porem, que os crepes da viuvez bem cedo lhe emolduraram o rosto varonil, pois que em 1836 nos aparece já a "Joanna Rosa de Jesus autorizada por seu marido António dos Santos Pata," (seu segundo marido), a contratar com outros inquilinos o aforamento da quinta do Mato do Feijão. Sempre a Mulher forte, varonil, na direcção e administração da sua casa!
Em 1838 reúne-se em Vagos o conselho de família para emancipar uma das suas duas últimas filhas gémeas, a Ana, órfã de pai. Também temos presente um recibo de pagamento das custas do inventário pelo falecimento de seu primeiro marido, passado em 1843, que diz o seguinte: "Recebi do Snr. António dos Santos Pata a quantia de 1$560. São mil quinhentos e secenta reis emporte das custas das contas que se tomarão no inventário de José Domingues da graça de que o mesmo tutor. Vagos 5 de Fever.º de 1843. Manuel José Pinto Camello Coelho."
Transcrevamos mais outro documento a abonar a data aproximada da sua viuvez e a do seu segundo matrimónio. É o seguinte: " Recebi do Sr. António dos Santos Pata e da sua mulher a SnrJoanna Roza de Jezus a Gramata a quantia de seis mil e seis centos e sinco reis procedidos de remédios q. forão p.ª o seu primeiro Marido o Sr. José Domingues da Graça e por estar pago e satisfeito da d.º coantia lhe passei êste p.ª clareza sua. Ílhavo 23 de Setembro de 1845. Levou as receitas q. somarão a q.ª $6305. O Boticário Bernardo Celestino de carvalho." Por estes documentos verificámos que a viuvez a atingiu bem cedo, quando a vida sorria no seu lar e a sua virilidade competia com a actividade da Mulher forte.
In "Monografia da Gafanha" do Padre João Vieira Rezende.
(Continua)
Fonte: GEGN

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